segunda-feira, 9 de agosto de 2010

CARVOEIRO

CARVOEIRO

De manhãzinha, em janeiro,
vai carregando "paneiros",
cestos cheios de carvão.
rong ring rong

Caminha pelas estradas
co'o carrinho abarrotado,
oferecendo carvão.
rong ring rong

E segue sempre sozinho
percorrendo mil caminhos,
o carro fazendo um som:
rong ring rong

Meio-dia, o sol a pino
vai queimando a amplidão.
Passado virou fumaça
e o Presente ainda não.
Lembrança-cinza reluz
num poeta coração
e os olhos do homem-menino
são como puro carvão.
rong ring rong

CARVOEEEEIIIIRO, ôôô...
carvoeeeiiiro !
"NATO" AZEVEDO

(OBS.: adaptação do poema
CARVOEIRO, do poeta e
prof. PAULO NUNES (Belém/PA)

sábado, 19 de junho de 2010

NA BATIDA DO SAMBA

NA BATIDA DO SAMBA


Queremos outra batida,
pois essa é uma porcaria...
botar limão nessa droga
muito a melhoraria.

A "batida" é de limão,
mas feita só com cachaça
não é "batida" nem nada,
é coisa muito sem graça.

Por isso mesmo é que eu digo:
-- "Bota limão na cachaça!
Bota limão na cachaça,
bota limão na cachaça!"

"NATO" AZEVEDO


(OBS.: "samba de terreiro"
escrito por volta de 1970/72)

terça-feira, 1 de junho de 2010

VOLTA, AMOR...

VOLTA, AMOR...
I
Meu amor
não me mate de saudade,
desta saudade
que eu sinto de você.
Mas, vem meu bem,
tenha piedade...
volta, por favor!

I I (BIS)
Vem depressa, ó querida,
não demores, meu amor.
Sem você
nada é a minha vida,
sem você
tudo é tristeza e dor!
"NATO" AZEVEDO

(OBS.: "samba de terreiro"
escrito por volta de 1970/71)

VOLTA, MARIA !

VOLTA, MARIA !

I (refrão/BIS)
Ai, ai, ai, Maria...
foste embora
faz um dia
e eu penso
que há 1 ano foi!

I I
Mas, se quizeres
voltar ainda,
volta logo, por favor,
não demores, ó querida.
Prometo agora
não maltratá-la,
amar-te muito,
mais adorá-la.

I I I
Esta solidão
é demais sem você.
Vem depressa, ó querida,
acabe com meu sofrer.
Meu bem, não podes
deixar-me agora.
Volta logo, por favor,
vê minh'alma como chora!
"NATO" AZEVEDO

(OBS.; samba-canção de 1970
ou 72, "recuperado" em 5/2010)

VAIDADE INÚTIL

VAIDADE INÚTIL

I
Túmulos, memória de pedra,
que a vaidade do Homem constrói
tentando provar ao Mundo
que o Tempo nem tudo destrói.

I I
São êles bem conservados,
belos, vistosos e fúteis,
cheios de cinza e mau cheiro...
monstros sagrados e inúteis!

I I I (BIS)
Já morto, quero ficar
deitado numa campina,
servindo à Natureza
e às aves de rapina.
"NATO" AZEVEDO
(escrito por volta de 1972/73)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

AMOR ETERNO

AMOR ETERNO

I

Morena bela,
te amo demais...
és meu amor
e a minha paz.

I I

Linda pequena,
escultural.
Meiga e serena...
não tem igual !

I I I

Te quero sempre
perto de mim...
meu amor por ti
não terá fim !

"NATO" AZEVEDO
(OBS.; versão livre de
"Creoulle Belle", de
JESSE COLIN YOUNG)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

AINDA RESTA UMA LUZ !

AINDA RESTA UMA LUZ !

I

Levanta e dança, balança,
que a Vida é longa partida...
se a gente erra e "se ferra",
há tempo prá chance perdida.

I I

Viver, torcer e vencer...
só depende de você,
levanta e corre atrás do que é seu,
que a gente fica na torcida.
Balança o gol da tua vida
prá ser feliz com tua dança.


(REFRÃO ORIGINAL)

Levanta, sacode, balança...
não pode parar.
Se lança, se joga na dança...
se deixa levar!

I I I

Reflita, chora e grita...
que o jogo é feito prá viver.
Se lança em qualquer parada,
encara com coragem a jornada
que teu Destino é vencer!

I V

Seja uma força que move o Universo,
canta teus sonhos em prosa e verso,
que a Vida nos ensina a persistir.
Dança e balança, que o coração palpita...
renova a esperança, canta e grita,
que o teu sucesso ainda há de vir !

"NATO" AZEVEDO

(OBS.: "versão" da música AS MÁSCARAS,
de CLÁUDIA LEITTE, para o concurso virtual
"Palpita Brasil", da Gravadora da cantora.)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

TRISTE FOLIA

TRISTE FOLIA

I
Já é madrugada...
o sol já raiou
e, na Avenida,
tudo iluminou.
Mostrou no povo
só melancolia
e a esperança morta
de muita alegria.

I I
Foram-se as bandeiras,
foi-se o calor,
foi-se todo o samba...
nada mais restou.
Ficou no povo
uma esperança tola
de que uma Escola
mostre samba de valor.

I I I (refrão?/BIS)
(Por que sofrer
se a "joie de vivre"
é viver livre
e, depois, morrer.)
"NATO" AZEVEDO

OBS.: esse samba dolente
nasceu de minhas observações
sobre o Carnaval do Rio, quando
ainda era na Av. Rio Branco, nos
anos 70... a Escola se apresentou
mal e todos estavam muito tristes.
Copiando SP, os sambas cariocas
começaram a acelerar o compasso,
gerando um "andamento" horroroso.
O refrão final me parece ser de uma
outra composição... a memória não
ajuda, quando mais se precisa dela.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

SEM DESTINO

SEM DESTINO
I
Você me convidou
para a última dança
e eu, cheia de esperanças,
alimentei mil sonhos.
Você, tão risonho,
numa noite calma
feriu a minh'alma,
tudo me roubou.
Só me deixou dor...
me poz no Inferno
e, do amor mais terno,
ódio em mim restou.

I I
Me diga, Senhor,
porque é que o Amor
não foi para mim
um belo Paraíso?!
O que é que eu preciso
para afogar as mágoas
e cessar as lágrimas
de um amor-bandido.

I I I
Assim... não é assim
que se trata alguém,
eu só quiz teu bem
e você me iludiu.
Só se aproveitou
e, depois. fugiu.
Nunca me amou...
puta que pariu !

I V (refrão)
Larará, larará, larará-rará...
hoje eu não tenho ninguém.
(repetir mais 2 vezes)
Antes se viver assim
do que manter tal ódio em mim
(porque o ciúme não tem fim)...
hoje eu não tenho ninguém !
"NATO" AZEVEDO

(OBS.: versão infame e "vagabunda" da
imortal canção "Me and Bob McGear",
da inesquecível JANIS JOPLIN, 1972?)

SERESTA NA FESTA

SERESTA NA FESTA

(refrão)
Tem maracatu?
Tem, tem, tem!
E vatapá e pitu...
tem também !

I
Fui à festa do Senhor...
do meu Senhor do Bonfim,
prá procurar um amor,
uma morena prá mim.

I I
Mas havia lá na festa
muito Zé, João, Maria...
não fiquei para a seresta
pois não achei minha Luzia.

I I I
E havia lá na festa
só saudade e solidão
e até a própria seresta
machucava o coração.

I V (Bis)
Oh, meu Senhor do Bonfim,
tem piedade de mim...
me traga essa pequena,
me dê o amor da morena.
"NATO" AZEVEDO

(OBS.: canção popular, escrita em
1974/75, do tipo folclórica, "recuperada"
dos confins da memória em jan./2010)