segunda-feira, 7 de março de 2011

CREDO DO ROCK

Meu objetivo, quando faço uma versão, é tentar ser fiel à mensagem original, manter algo (ou muito) do que o Autor quiz transmitir com sua canção.
No caso de "Cradle Rock" (...berço do rock?!) evitei traduzir a letra original para poder passar minha visão pessoal sobre o ROCK e o que sinto quando o ouço. Ficou assim:

CREDO DO ROCK


I
Quando a Vida está tão triste,
quando a dor cruel persiste,
quando nada mais existe...
quando estou no meu limite!

(refrão/côro):
EU CREIO NO ROCK!

I I
Quando o mar não está prá mim,
se minha sorte está no fim.
Se minha vida é só fracassos...
até quando fome eu passo!

I I I
Quando o Amor me abandona
e as tristezas vêm à tona;
se não há felicidade,
quando a Vida é só maldades.

(*solo de guitarra / declamação)

I V (parte quase falada)
Eu creio no Rock, na minha vida,
mais do que as Regras já estabelecidas.
O Rock me cura todas as feridas,
nele eu tenho meu ponto de partida.

(refrão/côro): EU CREIO NO ROCK!

V (parte quase falada)
Quando não há mais nenhuma alegria
o Rock é, pra mim, melhor companhia.
Se as forças falham, se estou "numa fria",
o Rock me traz novas energias.

(refrão/côro): EU CREIO NO ROCK!

V I
Para unir Nações e vidas,
pra curar tod'as feridas,
pra trazer mais alegrias,
novos sonhos, fantasias.

V I I
Como música que encanta,
que o Mundo inteiro canta,
que só faz da Vida dança...
que nos dá mais esperança!

(refrão/côro): EU CREIO NO ROCK!

V I I I
Se a situação é braba,
quando a dor é mais profunda,
quando "a barra está pesada",
quando as mágoas são mais fundas.

I X
Se a tristeza é, em mim, suprema,
quando a solidão é extrema...
se são grandes os perigos,
quando estou sem 1 amigo!
"NATO" AZEVEDO

OBS.: versão livre (e provisória)
de "Cradle Rock" (berço do rock),
de RORY GALLAGHER, 1972?

quarta-feira, 2 de março de 2011

GRITO NO DESERTO!

GRITO NO DESERTO!
letra/música: Autor ignorado (*1)
adaptação: 'NATO" AZEVEDO

I
Eu vim aqui
só pra lhe falar
de minha canção...

e você
já nem se lembra mais
da minha voz.
(*2)
(* texto original)

I I
Eu vim aqui
só pra te mostrar
os meus sonhos vãos...

mas você
só quer desdenhar
o que fomos nós.

I I I
Eu vim aqui
pra te dedicar
o meu coração...

e você
quer me maltratar
de uma forma atroz.

I V
Eu vim aqui
foi pra te amar
com muita emoção...

e você
quer me ignorar
'té se estamos sós.
"NATO" AZEVEDO

OBS.: os 2 trechos de
cada estrofe são repetidos,
isto é, BISADOS um a um.
****************************
*1 - música baseada em canção
de um funcionário de fábrica estatal
da cidade de VIGIA (de Nazaré),
situada no norte do Pará/BRASIL.

*2 - a letra completa e a melodia
me foram mostradas pelo artista
plástico, etc, SÍLVIO GUEDES, em
1986 ou 87. Infelizmente não guardei
o restante da canção, nem sequer o
nome do Autor deste belo rock.
Agradeço qualquer informação sobre
o verdadeiro Autor desta canção.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A HORA DO GALO

A música abaixo é na verdade um "samba-enredo" feito por volta de 1985/86 para um bloco carnavalesco da cidade de VIGIA, no Pará, mas me faltou coragem para apresentá-la no concurso da agremiação Estação Primeira, na mesma época. Somente agora a composição me surgiu na memória senil e a deixo registrada como justa homenagem ao poeta (e professor) vigilengo JOSÉ ILDONE. Infelizmente, não mais recordo do título original da composição.

A HORA DO GALO

I
Viver
é amar e sorrir
e afastar todo medo.
A manhã (ainda é cedo!)
o galo cantou...
":eu sou muito feliz!"
Amanhã, ainda é cedo,
o galo já cantou:
-- "Eu sou muito feliz!"

I I
O Poeta brilhou
como o sol, meio dia.
Com sua mão
nos mostrou
o caminho em que ía.
Vai, Estação Primeira...
a homenagem é verdadeira
ao Poeta e ao artista.
É "Hora do Galo"... (*1)
e ninguém há de negá-lo,
tu tens muita conquista!

I I I (refrão/BIS)
Acorda, povo,
vem brincar o Carnaval...
o Poeta que te chama
é o melhor
e não faz mal.
E vai mostrar
com quantos paus
se fazem damas,
casas, canoas e camas.

I V
Ildone é poesia,
é simpatia e fineza,
inteligência e nobreza...
"patrimônio da Vigia!"
(Eh, já raiou mais um dia!)
"NATO" AZEVEDO
(samba-canção criado em
1985/86, em Vigia/PA)
OBS: *1) "A Hora do Galo"
é um livro de poemas de
autoria do homenageado.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

ROCK DA "VACABUNDA"

ROCK DA "VACABUNDA"
I

Casar é tudo de bom,
"se juntar" é maravilha.
Depois, vem separação...
e a mulher faz a "cartilha".


(refrão/ quase falado)
É vaca a mãe, vaca a filha...
é vaca toda a família!


I I

Se a mulher nos limpa o cofre,
o amante faz a partilha.
Quanto mais a gente sofre,
mais a Vida nos humilha.

I I I

Tratei co'o amor mais terno
a Otília e a Cecília...
me levaram ao Inferno
e, depois, "fizer'a trilha".

I V

Roubaram minha carteira
e as jóias da tia Emilia,
microondas, geladeira...
levaram toda a mobília.

V

Eu, que tinha "maré mansa",
vivo vida maltrapilha.
Já perdi a esperança...
minha estrela hoje não brilha!

V I

Se você não escolhe bem,
o bando da sogra o pilha,
"limpa a casa", torra os bens...
teu futuro ela esmerilha.
"NATO" AZEVEDO -- 25/01/2011

(rock anos 70, estilo Status Quo)
OBS.: a partir de frase ouvida num
jeep, durante viagem, em 3/1984)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

ALÔ, MAMÃE !

ALÔ, MAMÃE !
I

Alô, mamãe...
vou casar co'a Delziretti,
mesmo que acaso ela não preste
e que seja uma vagabunda.
Alô, mamãe,
você terá uma nora boa,
de dar inveja a essa turma à toa
e que só olha peito e bunda.

I I

Alô, mamãe...
não vou ser como o papai
que escolheu muito mal e vai
seguir sofrendo até o fim da estrada.
Alô, mamãe,
antes comer um bom angu
do que engolir um "jaburu"...
"canhão" de 30 polegadas!

I I I

Alô, mamãe,
não há "piranha" como ela...
mas prá ficar co'essa "cadela"
eu faço mais do que é preciso.
Alô, mamãe...
nem ligo se me acharem corno.
Ela é mais quente que um forno,
com ela eu subo ao Paraíso!
"NATO" AZEVEDO

(OBS.: versão livre de "Sweet Mamma",
countryblues da CHARLIE DANIELS BAND,
gravada ao vivo nos EUA, em 1973?)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

TRABALHO NOITE E DIA

TRABALHO NOITE E DIA

I

Eu trabalho noite e dia...
eu trabalho noite e dia
só para você poder
passar férias na Bahia.

I I

Eu trabalho noite e dia...
eu trabalho noite e dia
somente prá você ter
uma cozinha "Mamma Mia"!

I I I

Eu trabalho noite e dia...
eu trabalho noite e dia
só para satisfazer
os teus gostos e manias.

I V

Eu trabalho noite e dia...
eu trabalho noite e dia
só prá te ouvir dizer:
-- "Não era isso que eu queria"!
(nem cozinha e nem Bahia...)
"NATO" AZEVEDO

(versão livre da countrymusic
"Working on a building" da banda
BLUE RIDGE RANGERS, 1973)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

TRAIÇÃO SEM PERDÃO

TRAIÇÃO SEM PERDÃO

I

Eu olho as razões que você deu...
não leu o que escreveu, se arrependeu!
Não quero essa paixão, que é tão sofrida,
por quem jurou me amar por toda a vida.

I I

Na próxima esquina a "flertação",
a cada dia mais uma traição.
Em vez de ser prazer, é só ferida...
não quero esse amor na minha vida!

I I I

Eu olho as razões que você deu,
são só mentiras de um amor ateu.
Para curar minh'alma, tão partida,
vou pôr um novo amor em minha vida.
"NATO" AZEVEDO

(OBS.; texto provisório, baseado em
"You're the reason", countrymusic da
banda BLUES RIDGE RANGERS, 1973/BMI)
autores.: Edwards/Henley/Imes/Fell

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CORAÇÕES DE PEDRA

CORAÇÕES DE PEDRA

I
Hey, deixe-me só...
não quero ver ninguém.
Se é isso o Amor,
prefiro viver sem!
Deixe-me só...
não maltrate mais
esse coração
que só quer ter paz.

I I
Hey, deixe-me só
que isso não é paixão.
Meu bem, tenha dó
do meu coração.
Esse teu amor
agora incomoda...
ter ciúme ficou
bem fora de moda.

I I I (refrão)
Eu já disse: -- "NÃO,
não, não, não, não...
eu não vou mais não
te dar meu perdão"!

I V
Agora é assim,
eu não dou mais chance...
é, vou dar um fim
nas minhas lembranças,
pois você traiu
minha confiança.
Me desiludiu...
chega de esperanças!

I V (refrão)
Eu já disse: -- "NÃO,
não, não, não, não...
eu não vou mais não
dar o meu perdão
nem ter compaixão"!
"NATO" AZEVEDO
(OBS.: versão livre de"Hearts of
Stone", de Ray & Jackson, do LP
da banda de música country THE
BLUE RIDGE RANGERS, BMI, 1973)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

BLUES DA PNEUMONIA

BLUES DA PNEUMONIA

I (refrão)

Com pneumonia e mal
fui me tratar lá no SUS...
peguei cólica renal,
gastrite e "mal de avestruz".
I I

Na cama só um lençol,
a comida era "ensopado".
Me cobraram o urinol
num hospital do Estado.

I I I

Num quarto pequeno abessa
tive a família a meu lado.
Se êles não partem depressa...
morria até meu cunhado!

I V

Com 3 semanas de cama
me encomendar' o caixão.
Já morto, fiz minha fama,
com esta triste canção.

"NATO" AZEVEDO

(OBS.: versão livre da countryfolk
"Dust Pneumonia Blues", da
banda MUNGO JERRY, 1969/70)

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

UM NOVO DIA!

UM NOVO DIA!

I
Quando o teu mais lindo sonho
e os momentos tão risonhos
um dia o Destino encerrar,
continue o seu caminho
resistindo aos espinhos
porque um novo dia há de chegar.

I I
Quando todos os amigos
te vendo em algum perigo
irão correndo te abandonar...
reúna toda a coragem
prá seguir só a viagem,
porque um novo dia há de chegar!

I I I (refrão/BIS)
Só eu sei, meu Senhor,
o tamanho dessa dor
que a Vida me tem feito enfrentar.
Porém, nenhum fracasso
me terá nos frios braços,
porque um novo dia há de chegar!

I V
Quando vier a vitória
e os meus dias de glória,
todos os amigos vão voltar.
E os momentos de alegria
cessarão as agonias...
eis um novo dia a brilhar!

"NATO" AZEVEDO
(versão livre, feita em 10/out./2010,
de música não identificada de BOB DYLAN)

OBS.: solicito a quem saiba identificar
o titulo original da música de BOB DYLAN
-- que originou esta versão -- deixar um
comentário abaixo deste texto. A canção
traz expressões parecidas com... "spend
were my darling too / another day, another
time / my home to love / had a dream green"

e cita as cidades do MÉXICO e da CALIFÓRNIA.